EVA II, experimento i

O sistema de EVA pode ser entendido como existindo em três diferentes níveis de abstração. Cada nível expressa um organismo inteligente, indo do indivíduo ao ecossistema.

No primeiro nível está o agente composto por sensores e atuadores, que percebe as alterações do meio e se expressa em decorrência delas. São um total de quatro agentes, cada um composto por três sensores (microfone, antena, sensor ultrasônico) e dois atuadores (LED RGB, caixa de som). Esse arranjo de IA confere ao agente analogias com olhos, ouvidos, fala e gesto (NORVIG e RUSSEL, pag. 34). São topologicamente similares, com a mesma configuração, mas cada um com seu próprio arranjo. Observando-se o grupo nota-se que pertencem à uma mesma espécie, mas que são indivíduos diferentes, que chamamos de criaturas.

Em um segundo nível está o sistema de agentes interconectados entre si, formando um novo organismo. A apresentação das criaturas contidas dentro de um aquário transparente, unidas por um sistema nervoso central, aparece como um tipo de formação vegetal com uma raiz comum. O centro do sistema se expressa através de um LED RGB que pulsa como um coração, localizado na placa que recebe todos os nervos (jumpers) e se conecta ao computador, este último oculto para o visitante.

As criaturas se comportam convidando o visitante a interagir, detectando sua aproximação e toque, e comportando-se afetivamente em relação a esse contato. Sem a presença de pessoas próximas o sistema não atua, de forma que o terceiro nível de EVA só existe enquanto relação com o ambiente. Este nível ecossistêmico é composto pela instalação eletrônica, as partes computacionais, e os interatores humanos.

A obra é fruto de coautoria entre: Daniela Kutschat Hanns, Leandro Velloso e Mauricio Galdieri.